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COLARES DE CONTAS
As peças de ouro popular com antepassados mais longínquos são as
contas. Nas civilizações muito antigas e primitivas, em que se
desconhecia a tecnologia do metal, usavam-se os colares com as
mais variadas pedras e pérolas - estas, não tanto pela sua
beleza, mas pela forma esférica. Posteriormente, irão aparecer
contas maciças dos mais variados metais. A mais antiga conta em
ouro maciço encontrada em território português data do 3º
milénio a. C. e foi descoberta na zona de Sintra. As actuais
contas de Viana - ocas, e que antigamente ainda eram bem mais
leves - são descendentes directas das gregas, fenícias, romanas
e etruscas, sendo estas últimas as que mais se assemelham às de
agora. A granulação ou polvilhado e a filigranação envolvente
não passavam dum mero adorno, pois o que sempre prevaleceu foi a
sua forma esférica e arredondada. Esta forma é encontrada, para
além das contas, nos brincos parolos ou de chapola. O colar de
contas era adquirido pela mulher de Viana antes do tão desejado
cordão. Era muitas vezes comprado conta a conta à custa das
poucas economias dessas jovens, em geral provenientes da venda
de ovos ou do comércio de frangos. As contas usavam-se em número
variável, consoante a localidade, mas nunca, como agora, a
rodear completamente o pescoço. As contas iam só até ao meio do
pescoço ligadas por um fio de correr. Podia aumentar ou
diminuir-se o colar consoante a necessidade, e este terminava na
parte de trás com um “pompom”. O fio era feito manualmente, em
algodão, e poderia ser vermelho, amarelo ou azul. Os “pompons”
eram das mesmas cores ou com fios mesclados. O colar de contas
raramente era usado sem uma “pendureza”, normalmente uma
borboleta, uma cruz de canovão raiada com resplendor de
filigrana ou uma custódia. As contas poderiam ter várias formas:


Contas de Viana
, com forma esférica, círculos de filigrana e um granito ao
centro - eram estas as mais usuais.

Colar de Pipo,
com forma oval e com estrias em forma de mola.

Brasileiras
Eram muito procuradas pela nossa emigração brasileira nos anos
20 do séc. passado, daí a designação.
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Livro Virtual
do Museu da Ourivesaria
Tradicional
Peças
Colares de Contas
Brincos
Arrecadas de Viana
“Botões”
Brincos à Rainha ou
à Vianesa
Brincos à Rei
Brincos com Pedras
Brincos de Chapola
Parolos ou de luas
Custódias
Medalhas
Medalhas Santas
Peças
Memórias
Cruzes
Cruz Oca "Baroca"
Cruz de Malta ou
"Estrela"
Cruz de Raios
O Senhor
Corações
Correntes de Relógio
Alfinetes de Gravata
Colares de Gramalheira
Cordões
Trancelins

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